As partidas do fim-de-semana acabaram por confirmar os prognósticos e conjecturas, que unanimemente apontavam para os triunfos das formações orientadas por Chiquinho Conde e João Chissano.
Os primeiros a festejar a transição foram os “locomotivas”, no sábado, no Vale do Infulene, com uma vitória clara sobre o Ferroviário da Beira por 2-0. Conhecendo as dificuldades por que passa normalmente diante deste adversário, o campeão nacional optou por um jogo pragmático, alicerçado não nas unidades habitualmente de maior notoriedade, casos de Danito Parruque e de Momed Hagy, mas no inconformado Mendes, que até parecia querer vingar-se de algo que só ele sabe.
Pois o atacante ex-Ferroviário da Beira inaugurou o marcador, à passagem da meia hora, e esteve envolvido em vários outros lances susceptíveis de golo, entregando-se à contenda com toda a alma, situação que lhe valeu a eleição pela Imprensa como o “Homem do Jogo”. O golpe de misericórdia ocorreu aos 68 minutos, através de Jerry, após um passe milimétrico de Fred, pela esquerda, ao qual o atacante somente se limitou a colocar o pé e bater o guarda-redes Gervásio.
As equipas iniciais de Chiquinho Conde e Akil Marcelino foram:
FER. MAPUTO - Muhamed; Jotamo, Tony, Butana e Fred; Whisky, Momed Hagy e Danito Parruque (Artur Manhiça); Mendes, Jerry (Joca) e Luís (Tchaka);
FER. BEIRA - Gervásio; Ninito, Nené, Burra (Barrigana) e Gildo; Degato, Timbe, Betinho e Edson (Abílio); Óscar (Burramo) e Tony.
Ontem, no campo do Costa do Sol, local onde no ano transacto ergueu o troféu referente à conquista da Taça de Moçambique/mcel, na sequência da vitória por 1-0 sobre o Chingale, o Atlético Muçulmano esteve à beira de novamente fazer história e conseguir a transição para a 22 de Novembro defender o título meritoriamente ganho. Isto porque, apesar de se reconhecer que eram os “canarinhos” que estavam na mó de cima, os pupilos de Arnaldo Salvado inauguraram o marcador, por intermédio de Ngoni, aos 14 minutos.
O desespero tomou conta do Costa do Sol, que não conseguia se desenvencilhar da teia montada pelos “muçulmanos”, que, nomeadamente no segundo tempo, entraram no esquema próprio da pequenez: lesões e lesões, a maioria das quais completamente inventadas. Mas aos 76 minutos os “canarinhos” chegaram à igualdade, com um golo do congolês Perry, facto que obrigou o recurso a 30 minutos suplementares, uma vez que o 1-1 prevaleceu até aos 90. No prolongamento, Josimar (na foto), eleito “Melhor Jogador”, fez o 2-1 final, logo aos cinco minutos, para gáudio dos “canarinhos”, que com muita paciência e nervosismo à mistura conseguiram fazer uma esplêndida reviravolta e a consequente qualificação para o derradeiro desafio desta competição, perante um outro dinossauro, o Ferroviário.
As equipas alinharam da seguinte maneira: COSTA DO SOL – Antoninho; João, Kito, Inácio e Dito (Perry); Mambo, Silvério (Artur), Josimar e Ruben; Tó e Marrufo (Jonas);
ATLÉTICO – Samito; Clarêncio, Baúte, Zito e Amade; Nelito, Ngoni (Dinho), Délcio e Danito Nhampossa; Patrício (Jojó) e Madeira (Julinho);
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