segunda-feira, 5 de outubro de 2009

TAÇA DE MOÇAMBIQUE/mcel: Dinossauros na grande final

Quando, na tarde do próximo dia 22 de Novembro, os artistas descerem ao relvado da “catedral”, para a grande final da Taça de Moçambique/mcel, nenhum deles o fará com desmerecimento. Os adeptos que nessa altura estarão nas bancadas do Estádio da Machava não somente o farão com o propósito de conhecer o novo detentor do troféu da segunda maior competição do calendário futebolístico nacional como também para ver evoluir algumas das nossas celebridades do jogo da bola, daí que, tendo em conta aquilo que foram os jogos a partir dos quartos-de-final, estar ser considerada a final ideal. Uma final em que, seguramente, Ferroviário e Costa do Sol irão se esmerar em busca do “canecão” e do consequente passaporte para as competições africanas.

As partidas do fim-de-semana acabaram por confirmar os prognósticos e conjecturas, que unanimemente apontavam para os triunfos das formações orientadas por Chiquinho Conde e João Chissano.

Os primeiros a festejar a transição foram os “locomotivas”, no sábado, no Vale do Infulene, com uma vitória clara sobre o Ferroviário da Beira por 2-0. Conhecendo as dificuldades por que passa normalmente diante deste adversário, o campeão nacional optou por um jogo pragmático, alicerçado não nas unidades habitualmente de maior notoriedade, casos de Danito Parruque e de Momed Hagy, mas no inconformado Mendes, que até parecia querer vingar-se de algo que só ele sabe.

Pois o atacante ex-Ferroviário da Beira inaugurou o marcador, à passagem da meia hora, e esteve envolvido em vários outros lances susceptíveis de golo, entregando-se à contenda com toda a alma, situação que lhe valeu a eleição pela Imprensa como o “Homem do Jogo”.

O golpe de misericórdia ocorreu aos 68 minutos, através de Jerry, após um passe milimétrico de Fred, pela esquerda, ao qual o atacante somente se limitou a colocar o pé e bater o guarda-redes Gervásio.

As equipas iniciais de Chiquinho Conde e Akil Marcelino foram:

FER. MAPUTO
- Muhamed; Jotamo, Tony, Butana e Fred; Whisky, Momed Hagy e Danito Parruque (Artur Manhiça); Mendes, Jerry (Joca) e Luís (Tchaka);

FER. BEIRA - Gervásio; Ninito, Nené, Burra (Barrigana) e Gildo; Degato, Timbe, Betinho e Edson (Abílio); Óscar (Burramo) e Tony.



Ontem, no campo do Costa do Sol, local onde no ano transacto ergueu o troféu referente à conquista da Taça de Moçambique/mcel, na sequência da vitória por 1-0 sobre o Chingale, o Atlético Muçulmano esteve à beira de novamente fazer história e conseguir a transição para a 22 de Novembro defender o título meritoriamente ganho. Isto porque, apesar de se reconhecer que eram os “canarinhos” que estavam na mó de cima, os pupilos de Arnaldo Salvado inauguraram o marcador, por intermédio de Ngoni, aos 14 minutos.

O desespero tomou conta do Costa do Sol, que não conseguia se desenvencilhar da teia montada pelos “muçulmanos”, que, nomeadamente no segundo tempo, entraram no esquema próprio da pequenez: lesões e lesões, a maioria das quais completamente inventadas. Mas aos 76 minutos os “canarinhos” chegaram à igualdade, com um golo do congolês Perry, facto que obrigou o recurso a 30 minutos suplementares, uma vez que o 1-1 prevaleceu até aos 90.

No prolongamento, Josimar (na foto), eleito “Melhor Jogador”, fez o 2-1 final, logo aos cinco minutos, para gáudio dos “canarinhos”, que com muita paciência e nervosismo à mistura conseguiram fazer uma esplêndida reviravolta e a consequente qualificação para o derradeiro desafio desta competição, perante um outro dinossauro, o Ferroviário.

As equipas alinharam da seguinte maneira: COSTA DO SOL – Antoninho; João, Kito, Inácio e Dito (Perry); Mambo, Silvério (Artur), Josimar e Ruben; Tó e Marrufo (Jonas);

ATLÉTICO – Samito; Clarêncio, Baúte, Zito e Amade; Nelito, Ngoni (Dinho), Délcio e Danito Nhampossa; Patrício (Jojó) e Madeira (Julinho);

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