segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Em 2016, a festa do desporto mundial será no Brasil: Rio: cidade maravilhosa e olímpica



2 de Outubro, deste ano, é data histórica para o desporto brasileiro. A candidatura do Rio de Janeiro superou as rivais Madrid, Tóquio e Chicago na disputa pela organização do Jogos Olimpicos de 2016. É impossível prever quais serão os maiores atletas do planeta daqui a sete anos. Possível, sim, é saber em que palco eles vão brilhar: Rio de Janeiro.

Numa sexta-feira histórica para o desporto brasileiro, os cariocas conquistaram em Copenhaga o direito de organizar os Jogos Olímpicos e Para Olímpicos. Até à cerimónia de abertura, no Maracanã, serão mais de 2.400 dias. Tempo de sobra para viver intensamente cada modalidade, moldar novos ídolos e, acima de tudo, deixar a cidade ainda mais maravilhosa. Superadas as rivais Madrid, Tóquio e Chicago, finalmente dá para dizer com todas as letras: a bola está com o Rio.

O projecto olímpico do Rio está orçado em 13,92 bilhões de doláres, dos quais 72 por cento serão destinados às obras de infraestrutura necessárias, incluindo as reformas do aeroporto e do metro. A candidatura brasileira, com o custo mais alto entre as finalistas, apresentou garantias plenas, assumidas em partes iguais pelo Governo federal, estadual e municipal.

O orçamento operacional soma USD 2,82 bilhões e será financiado em parte pelo Comité Olímpico Internacional (31 por cento), patrocinadores (20 por cento) e a venda de entradas (14,4 por cento), percentagem que equivale a USD 406 milhões, a menor renda de ingressos entre as quatro candidatas.

Os organizadores esperam vender 7,1 milhões de entradas, a um preço de aproximadamente USD 35 por evento. No capítulo de infraestruturas, a candidatura brasileira pretende gastar USD 11,1 bilhões, que correspondem a obras de transporte (50 por cento), saneamento (12 por cento), energia (8 por cento), segurança (7 por cento), instalações esportivas (4 por cento), Vila Olímpica (4 por cento), outras vilas (8 por cento) e centro de imprensa (2 por cento), entre outras.

Lula: “É um dia sagrado”

O Presidente o Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, era um homem muito emocionado quando foi anunciado que Rio de Janeiro iria organizar os Jogos Olimpicos de 2016. O presidente afirmou que o COI entendeu que era a hora do Brasil. No meio de lágrimas dos integrantes da comitiva brasileira, o Pesidente Lula também não escondeu a emoção e o orgulho pela conquista em Copenhaga.

O 2 Outubro ficou marcado para ele como “um dia sagrado”. “Se eu morresse agora, já teria valido a pena viver. Conquistáos a cidadania absoluta. Parabéns à alma e paixão do povo brasileiro. Não estarei mais na pesidência, mas estarei como cidadão brasileiro, colocando a minha alma e o meu coração”, admitiu Lula, em entrevista à TV Globo.

Para o presidente, a escolha fez o Brasil sair do patamar de um país de segunda classe para um de primeira. Preferiu não levar adiante os comentários dos jornalistas de que ele teria ganho de Barack Obama, Pesidente dos Estados Unidos, no discurso de apresentação. “Dizem que o Brasil é do Terceiro Mundo. Muitos falam nisso. Precisamos melhorar a saúde, educação... sm, teremos muito trabalho pela frente. Mas somos um país imenso e receber as Olimpíadas só vai ajudar. Respeito é bom e hoje o recebemos. Eu não ganhei a Obama. O Rio ganhou a concorrência de Madrid, Tóquio e de Chicago”.

Parabéns pelo feito histórico - felicita Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos


O Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, sempre no seu jeito alegre, simpático e elegante, comentou a derrota da cidade americana, Chicago, com elegância: “Uma das coisas mais valiosas no desporto é que você pode fazer um óptimo jogo e ainda assim não vencer”.

Com uma despedida precoce, Obama elogiou Rio de Janeiro pela conquista histórica. “Gostaria de dar os parabéns ao Rio de Janeiro e ao Brasil por terem vencido. Acredito que é um evento verdadeiramente histórico, já que serão os primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul”, disse o presidente, que não estava no Bella Center, em Copenhaga, no momento da decisão final.

Obama assistiu à escolha sozinho, da cabine do avião que o levou para casa, pouco depois da eliminação de Chicago, na primeira etapa da votação. A decisão de viajar para participar no “lobby” na Dinamarca só foi tomada esta semana. A sua presença colocou a cidade entre as favoritas, o que aumentou a frustração pela derrota inapelável.

Obama rebateu ainda algumas críticas que recebeu por ter viajado para Copenhaga. “Não tenho dúvida de que foi a candidatura mais forte possível. E tenho orgulho de ter conseguido participar pessoalmente. Gostaria, mais uma vez, de dizer o quanto estamos comprometidos com o espírito olímpico, que representa o melhor da humanidade”.

Sem comentários: