sexta-feira, 2 de outubro de 2009

TAÇA DE MOÇAMBIQUE mcel: Sera desta que haverá tomba-gigantes?


A despeito de nem todos os quatro intervenientes serem catalogados da mesma maneira, isto é, com o epíteto de grandes, têm pelo menos o condão de colocar no relvado formações que disputam a mesma prova: o Moçambola-2009. Por outro lado, procuram este ano enriquecer a sua vitrina de troféus da Taça de Moçambique mcel, pois já conquistaram o certame em outras ocasiões, pelo que, objectivamente, não estaremos em presença de equipas com uma substancial diferença competitiva entre si. Mesmo assim, impõe-se questionar o seguinte: Ferroviário da Beira e Atlético Muçulmano, aparentemente protagonistas de menor dimensão, serão tomba-gigantes, contrariando os vaticínios, ou então prevalecerá a lógica que “a priori” atribui vitória ao Ferroviário de Maputo e ao Costa do Sol? Bom, a ver vamos, quando amanhã e no domingo receberem os seus adversários.

Quis o capricho do sorteio que estas equipas jogassem fora de portas nos quartos-de-final, com os “locomotivas” a deslocarem-se a Xinanave, onde foram recebidos pelo Clube de Gaza; os “canarinhos” a enfrentarem o Têxtil do Púnguè, no Chiveve; os beirenses a actuarem em Tete, perante a HCB de Songo; e os “muçulmanos” a visitarem o Ferroviário de Nampula. Mas também quis o mesmo sorteio que, desta vez, nas meias-finais, o Ferroviário de Maputo recebesse o seu oponente, neste caso o Ferroviário da Beira, no Estádio da Machava, e o Costa do Sol, no seu campo, enfrentasse o Atlético Muçulmano, a partir das 14.00 horas.

Contrariamente ao que sucede no campeonato, em que a regularidade acaba por ser premiada, na Taça de Moçambique o sistema é de eliminatórias, daí se apelar à máxima prudência e nem tão pouco se olhar para o estatuto que o adversário goza, pois as surpresas são apanágio deste tipo de prova. Por exemplo, quem contava que, em 2008, no seu primeiro ano na fina-flor do futebol nacional o Atlético Muçulmano fosse conquistar este cobiçado troféu, que dá direito à participação nas competições africanas? Pois, esta foi uma chamada de atenção que certamente não será descurada na presente campanha.

Os primeiros a entrar em acção, amanhã, no Vale do Infulene, também local da final, a 15 de Novembro próximo, são os Ferroviários. O de Maputo parte com algum favoritismo, tendo em conta a sua actual pedalada rumo à renovação do título nacional. A equipa de Chiquinho Conde encontra-se bastante moralizada e segura nos seus objectivos vitoriosos em ambas as frentes: Moçambola e Taça de Moçambique. O ataque “locomotiva” é o melhor neste momento e certamente procurará se aprimorar ainda mais, porquanto estará em presença de uma partida em que, impreterivelmente, tem de haver um vencedor.

Pela frente encontrará um adversário tradicionalmente aguerrido e que, mesmo jogando na capital do país, não se deixa apoquentar. O Ferroviário da Beira, não fossem algumas intempéries que a dado momento do campeonato enfrentou, estaria nesta altura como um dos candidatos à conquista do Moçambola. Vem a Maputo com a certeza de ganhar, na perspectiva de chegar à final, tal como sucedeu em 2006, em que acabou ganhando, num frente-a-frente com o Costa do Sol.

No último encontro entre os dois Ferroviários, para a 23ª jornada do campeonato, a turma de Maputo venceu por uma bola sem resposta.

ADORNAR A ÉPOCA

O Costa do Sol, embora ainda seja candidato ao título nacional, sabe perfeitamente que as suas possibilidades são diminutas, comparativamente aos líderes Desportivo e Ferroviário, que levam uma vantagem de três pontos. Por essa razão, vê na Taça de Moçambique uma excelente frente para doutra forma adornar a época. O mesmo acontece com o Atlético Muçulmano, detentor do troféu, que após uma magnífica temporada no ano transacto, em que foi também vice-campeão nacional, desta vez está verdadeiramente a claudicar, correndo, inclusive, o risco de descer de divisão.

Ora, como se pode depreender, trata-se de um jogo, na tarde de domingo, no relvado dos “canarinhos”, entre dois times que procuram alcançar aquilo que no Moçambola para já se afigura difícil. Vai daí, prometem uma luta incessante e com um vencedor imprevisível, apesar do favoritismo que pende para os pupilos de João Chissano, ainda moralizados com a grande exibição de domingo passado, diante do Ferroviário, com uma vitória que fez renascer as suas esperanças de se sagrarem campeões.

De acordo com o regulamento da prova, se o jogo terminar empatado no final dos 90 minutos, recorrer-se-á a um prolongamento de meia hora, repartido em dois períodos de 15 minutos cada, com mudança de campo, mas sem intervalo. Findo este tempo extra e caso a igualdade prevaleça, a decisão será feita através de pontapés da marca de grande penalidade.

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